segunda-feira, 21 de abril de 2008

CINZAS

Na lembrança de nossas vidas
No cruzamento de nossos sonhos
Revivo as cicatrizes das feridas
Resultantes de um amor vivido
Que não fora mais que ilusão.
Num frenético vai-e-vem
De tentativas
Num sentimento ferido
Pela vida dividida
Busco uma volta, talvez curativa
Que embaça-me o ser
Navego num mar de incertezas
Sinto-me bater e voltar
Num êxtase de dúvidas
Visão salpicada de estrelas
Confundem a mente
Para libertar-me procuro a lua
E esse luar onde está?
E nesta ciranda constante
Na missão de recompor-me
Num enlevo reconfortante
Entrego-me com ternura
Neste espaço virgem
Para terminar a minha cura
E viver sem ti.
Leda Pereira

Nenhum comentário: